Brinquedos de madeira. Regressar às origens na hora de brincar
Os brinquedos de madeira saltaram das prateleiras das pequenas lojas ecológicas para os supermercados. Sustentáveis e resistentes, são um fenómeno a crescer.
Educativos, de faz de conta, jogos. Os brinquedos de madeira têm vindo a inundar as prateleiras das lojas nos últimos anos. Neste Natal, mais do que nunca. O fenómeno saltou dos espaços dedicados a brinquedos ecológicos para o mass market. Que o diga Mónica Albuquerque, da loja Maria do Mar, que reúne uma série de marcas sustentáveis desde há dez anos e aposta em brinquedos de madeira, sem pilhas, pedagógicos. “O aumento da oferta é brutal. Há uns anos, quase não havia. Éramos praticamente os únicos. E de repente já há até nos supermercados”, comenta.
As explicações são simples. A maior consciência ambiental dos pais. “Antigamente oferecer quilómetros de brinquedos de plástico era sinal de abundância e fartura, hoje é visto com outros olhos”, aponta Mónica. Mas não só. “Os pais estão mais atentos ao que é melhor para os filhos. E a madeira é um material natural, mais orgânico, diferente ao toque.”
Na loja Maria do Mar há de tudo em madeira: rocas para bebés, jogos de encaixe, instrumentos musicais, cozinhas, casas de bonecas. De marcas como Hape e Le Toy Van.
Indira Andrade, da Ludicenter, loja de brinquedos educativos e ecológicos, subscreve a tese. Antes, a loja tinha dificuldade em encontrar marcas dedicadas a este mercado, hoje o problema não se coloca. “Há cada vez mais. Da Plan Toys à EverEarth. E notamos, principalmente, o cuidado em utilizar madeira certificada, de florestas sustentáveis.” Indira reconhece que são brinquedos mais caros, mas que servem um tipo de consumidor específico. “Que tem preocupações com a sustentabilidade, com a durabilidade e com a questão estética.”

Maria do Mar Shop | Jogo jenga | 19,90 euros






